Relatório de SEO: o que deve constar e o que é enrolação

Capa do artigo: Relatório de SEO: o que cobrar da agência

Existem dois tipos de relatório de SEO. O primeiro lista tarefas: “foram otimizadas 12 páginas, publicados 4 textos, corrigidos 37 erros”. O segundo responde à pergunta que o dono do negócio realmente faz: isso está trazendo cliente?

O primeiro é fácil de produzir e quase sempre parece trabalhoso. O segundo exige honestidade, porque às vezes o número não sobe. Saber a diferença é a melhor proteção contra pagar meses de SEO sem enxergar resultado.

O relatório que não diz nada

Alguns sinais mostram que o relatório existe para impressionar e não para informar:

  • Lista de atividades sem efeito. Quantidade de tarefas não é resultado. Tarefa é meio.
  • Nota de ferramenta como métrica. “Seu site tem nota 78 na ferramenta X” não diz se há mais contatos. Notas variam de ferramenta para ferramenta e mudam sem que o seu negócio mude.
  • Tráfego total sem contexto. Um gráfico de visitas subindo pode ser de buscas que nunca viram cliente, ou de visitantes que chegaram por uma campanha paga, e não pelo trabalho de SEO.
  • Posições de palavras escolhidas a dedo. Mostrar só os termos que subiram, sem dizer quais foram escolhidos e por quê, esconde o quadro completo.
  • Jargão em excesso. Se você não entende o relatório, ele não foi escrito para você.

O que um bom relatório mostra

Independentemente do formato, ele precisa responder sete perguntas. Cada uma tem uma fonte de dados que você deve poder conferir.

1. De onde partimos?

O primeiro relatório precisa registrar o ponto de partida: cliques, impressões e posição média no Search Console, tráfego orgânico no GA4 e contatos gerados. Sem essa linha de base, qualquer resultado futuro vira opinião.

2. O que foi feito neste mês?

Uma lista curta e específica: quais páginas foram corrigidas, quais conteúdos foram publicados, quais links foram conquistados. Não para provar esforço, mas para você relacionar ação e efeito nos meses seguintes.

3. O que aconteceu na busca?

Do Google Search Console: impressões, cliques, CTR e posição média, de preferência por grupos de páginas (serviços, blog, local) e comparando com o mês anterior e com o mesmo mês do ano passado. É a fonte mais confiável, porque vem do próprio Google.

4. Isso virou contato?

Do GA4 e das ferramentas de contato: formulários enviados, cliques no WhatsApp, ligações atribuídas à busca orgânica. É a pergunta que importa para o caixa, e a que os relatórios fracos evitam.

5. Quais páginas mais contribuem?

As páginas que mais trazem visitas e contatos, e as que têm muita impressão e pouco clique, que são oportunidades de melhorar título e descrição.

6. Como estão os concorrentes?

Nem todo mês, mas ao menos a cada trimestre: quem apareceu no seu lugar, com quais páginas, e o que mudou.

7. O que vem agora, e o que preocupa?

Prioridades do mês seguinte e riscos. Um relatório honesto aponta o que não funcionou e o que será mudado. Um que só traz boas notícias merece desconfiança.

Como ler os números sem se enganar

  • Impressão não é visita. É o número de vezes que a página apareceu. Subir em impressões sem subir em cliques pode indicar título pouco atraente.
  • Posição média engana. Ela mistura todos os termos. Uma posição média que piora pode simplesmente refletir que o site passou a aparecer para mais buscas, inclusive as de cauda longa, em posições mais baixas.
  • Compare períodos equivalentes. Muitos segmentos têm sazonalidade. Comparar janeiro com dezembro quase sempre dá conclusão errada. O comparativo útil é com o mesmo mês do ano anterior.
  • Cuidado com o curto prazo. SEO tem oscilação semana a semana. A tendência de três meses diz mais que a variação de uma semana. Para os prazos realistas, veja quanto tempo o SEO demora para dar resultado.

Perguntas para fazer na reunião de resultados

  1. Quais páginas mais trouxeram contatos neste mês, e por quê?
  2. O que foi feito no mês anterior que explica o que mudou agora?
  3. Quais termos importantes ainda não aparecem, e qual é o plano para eles?
  4. Algo que fizemos não funcionou? O que será ajustado?
  5. O que você precisa de mim para o próximo mês render mais?

A reação a essas perguntas diz muito sobre o fornecedor. Quem tem trabalho feito responde com dados e exemplos. Quem não tem, responde com jargão.

Sinais de alerta

  • A agência não dá acesso ao Search Console e ao GA4 da sua conta. Os dados precisam ser seus.
  • Os relatórios chegam sem reunião, ou a reunião nunca tem tempo para perguntas.
  • As metas mudam todo mês, ou só falam em “crescimento” sem número.
  • Não existe registro do que foi alterado no site e quando.

Por onde começar

Se você já contrata SEO, peça acesso ao Search Console e ao GA4 e guarde uma captura do cenário de hoje. Se está avaliando contratar, peça um modelo de relatório de um projeto anterior, com o nome do cliente ocultado, e confira se ele responde às sete perguntas acima.

Na Ótima Agência, o relatório mensal e a reunião de resultados fazem parte de todos os planos de SEO, e o diagnóstico inicial registra o ponto de partida. Quer ver como funciona o ciclo completo? Leia como trabalhamos.

Quer uma segunda opinião sobre o relatório que você recebe hoje?

A gente lê o relatório com você e mostra o que está claro, o que está faltando e o que perguntar ao fornecedor. Fale com a Ótima Agência no WhatsApp.